Miguel A. Lopes / Lusa

O presidente do Conselho de Administração Executivo da EDP, António Mexia

Os presidentes executivos da EDP e da EDP Renováveis, assim como o administrador executivo da REN, arriscam-se a ser suspensos de funções.

De acordo com o jornal online Observador, António Mexia, presidente executivo da EDP, João Manso Neto, presidente executivo da EDP Renováveis, e João Conceição, administrador executivo da REN, arriscam-se a ser suspensos das suas funções.

O Ministério Público (MP) promoveu novos interrogatórios aos gestores, no âmbito do caso EDP, para agravamento das medidas de coação devido à descoberta de novos factos que estão relacionados com as suas funções.

Segundo o jornal online ECO, que cita o Observador, será o juiz Carlos Alexandre a decidir as medidas de coação, que podem ir desde o depósito de uma caução junto dos autos à suspensão das funções.

O jornal Correio da Manhã avançou, esta segunda-feira, que os três vão ser ouvidos na primeira semana de junho, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Será a primeira vez que os administradores da EDP vão ser interrogados desde que foram constituídos arguidos

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De acordo com o CM, os procuradores do MP querem ouvir os administradores da elétrica sobre os prémios e regalias que receberam enquanto presidentes-executivos da EDP e EDP Renováveis.

O inquérito investiga suspeitas de corrupção e favorecimento à EDP na questão da introdução dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).

Os CMEC foram criados em 2004, durante o Governo de Durão Barroso, na sequência da liberalização do mercado da eletricidade, e são uma compensação relativa à cessação antecipada de contratos de aquisição de energia (CAE).

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