Clara Azevedo / Portugal.gov.pt

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro das Finanças, Mário Centeno

António Costa, admitiu esta segunda-feria a possibilidade de Portugal apresentar um candidato para presidir o Eurogrupo em substituição do holandês Jeroen Dijsselbloem, que conclui o seu mandato no próximo mês de janeiro.

Por que não apresentar uma candidatura?“, sustentou Costa, ao ser questionado sobre esta hipótese em entrevista publicada pelo site “Politico.eu”.

Costa deixa assim a porta aberta a uma eventual proposta, ainda que em abril passado, quando esta opção começou a ser avançada na imprensa nacional, tenha sustentado que a iniciativa não era uma “prioridade” e que o seu ministro das Finanças, Mário Centeno, tinha um importante trabalho no país.

Mesmo assim, considerou então “adulador” que Centeno tivesse sido sondado para o posto e acrescentou que, na sua opinião, o ministro “seria um excelente presidente do Eurogrupo”.

Sobre esta questão, o próprio Centeno lembrou nas últimas horas em entrevista à cadeia RTP que a presidência do Eurogrupo é compatível com a pasta das Finanças, ainda que, ressaltou, agora esteja centrado nas contas públicas portuguesas.

A questão de uma possível candidatura chega num bom momento para Centeno, que acaba de ver como o Fundo Monetário Internacional (FMI) eleva para 2,5% a sua previsão de crescimento para Portugal neste ano e como a agência Standard and Poor’s (S&P) tirou a dívida soberana do país do nível “lixo”.

O Governo português foi especialmente crítico com Dijsselbloem, sobretudo após as suas polémicas declarações nas quais acusava aos países do sul da UE de gastarem todo o dinheiro “em copos e mulheres“, palavras frente às quais o próprio Costa afirmou sentir-se ofendido.

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