Paulo Vaz Henriques / Portugal.gov.pt

O Primeiro-Ministro António Costa

O cenário de remodelação no Governo, com a saída dos ministros da Defesa e da Administração Interna, ganha cada vez mais força. E António Costa pode não ter outro caminho se não a substituição de Azeredo Lopes e de Constança Urbano de Sousa.

Até ao momento, só Assunção Cristas, a líder do CDS-PP, pediu taxativamente a demissão dos ministros envolvidos nas polémicas do roubo de material de guerra, em Tancos, e da tragédia de Pedrógão Grande. Mas PSD e Bloco de Esquerda já pediram que sejam apuradas “responsabilidades políticas”.

No seio do próprio PS haverá quem defenda a remodelação como a única via possível, conforme referem fontes anónimas ao Diário de Notícias.

O presidente dos socialistas, Carlos César, não assume qualquer defesa da substituição dos Governantes, notando apenas que “cabe ao primeiro-ministro” determinar a “estrutura e composição do Governo”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que substitui António Costa durante as férias do primeiro-ministro numa ilha em Espanha, veio afastar a hipótese de demissões. Mas também fez questão de sublinhar que “a composição do governo é da responsabilidade do primeiro-ministro

“.

Depois das férias, António Costa deverá assim ser obrigado a avaliar a remodelação, mas o Correio da Manhã nota que o primeiro-ministro quer receber primeiro “conclusões sobre responsabilidades políticas dos ministros“, antes de tomar uma decisão.

E é certo que os aliados de Costa no Parlamento, Bloco e PCP, não vão permitir qualquer cenário que não seja a remodelação, caso os relatórios finais em torno de Tancos e de Pedrógão Grande apontem falhas ao Governo.

A CMTV já avançava na terça-feira o nome de Jorge Lacão como possível futuro ministro da Administração Interna.

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