Costa foi à SIC para o “debate anual” com o jornalista José Gomes Ferreira, como o próprio governante disse, antes da entrevista que nas redes sociais é avaliada como um “baile” do primeiro-ministro ao director-adjunto do canal.

Antes de entrar para os estúdios da SIC, para a entrevista com José Gomes Ferreira, António Costa fez questão de notar que estava pronto para mais um “debate anual” com o jornalista de economia.

E na análise da agência Lusa à entrevista, fica patente que houve, de facto, “alguns momentos de debate” entre o primeiro-ministro e o director-adjunto da SIC.

Também nas redes sociais se considera que o jornalista assumiu o papel de Passos Coelho e há mesmo quem diga que podia “disfarçar um bocadinho o seu amor pelo PSD”.

Muitos acusam José Gomes Ferreira de ser parcial e, no fim de contas, a maioria parece concordar que o primeiro-ministro levou a melhor no “debate”.

O actor Gonçalo Waddington diz mesmo que António Costa “deu baile” a José Gomes Ferreira.

Costa ainda espera chegar a acordo com professores

Durante a entrevista na SIC, António Costa manifestou a esperança de que possa ainda haver “um entendimento” com os professores que “poupe às famílias, às escolas e aos estudantes esta greve” que está anunciada para o dia dos exames nacionais.

Notando que “já foi assumido o compromisso de haver um novo processo de vinculação” e que “tem havido um esforço para valorizar a carreira de docente”, o primeiro-ministro sustenta que acredita que a greve será desconvocada. Se tal não acontecer, o Governo accionará os “serviços mínimos” para garantir a realização dos exames.

No âmbito do IRS, António Costa confirmou que está a ser negociada uma redução da tributação para os rendimentos mais baixos do segundo escalão, confirmando o que Mário Centeno, ministro das Finanças, já tinha dito.

A ideia é que haja um progressivo desdobramento dos escalões de rendimentos e que em 2018, seja criado um novo entre os actuais primeiro e segundo.

Em 2017, o segundo escalão do IRS varia entre os 7.091 e os 20.261 euros e a taxa marginal situa-se nos 28,5%.

“Não temos neste momento a medida fechada e, por isso, não vou falar em números. No Orçamento, não é possível isolar uma só medida, porque é um todo. Quando se diminui a receita fiscal em IRS, isso significa que vamos ter de diminuir outras despesas ou aumentar outras receitas”, alegou o líder do executivo.

Neste capítulo, o primeiro-ministro referiu também que o Governo tem procurado aumentar a progressividade ao nível das deduções, “o que já aconteceu em matéria de descendentes”.

António Costa também afirmou que pretende concluir com BE, PCP e PEV, até Agosto, o “desenho político” do orçamento para 2018, notando que, neste momento, os trabalhos se encontram “ainda numa fase muito embrionária”.

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