Miguel A. Lopes / Lusa

António Capucho intervém na convenção Nacional do Partido Socialista

O antigo ministro e dirigente do PSD António Capucho acusou hoje o Governo de ter produzido uma devastação social e afirmou que o secretário-geral do PS tem provas dadas e lhe merece plena confiança pessoal e política.

Expulso do PSD em 2013, António Capucho proporcionou uma das primeiras ovações da noite de Convenção Nacional do PS, quando declarou o seu apoio ao PS nas próximas eleições legislativas.

“Por todas as provas dadas e conhecidas ao longo dos anos, que testemunhei, António Costa merece a minha plena confiança

no plano pessoal e político”, declarou o antigo secretário-geral do PSD e ex-presidente da Câmara de Cascais, recebendo uma prolongada salva de palmas.

“Sem prejuízo do meu estatuto de independente e sem qualquer contrapartida, em consciência e em coerência com as minhas convicções ideológicas (pois continuo a ser social-democrata), quero aqui deixar o meu testemunho de apoio público ao PS nas próximas eleições legislativas”, acrescentou.

Maria do Rosário Gama “intranquila” com  TSU

A membro da comissão política do PS Maria do Rosário Gama, presidente da APRe! – Associação Aposentados, Reformados e Pensionistas, mostrou-se hoje “intranquila” com medidas previstas no programa eleitoral socialista sobre a Taxa Social Única (TSU) e Segurança Social.

“Qualquer voto na coligação (PSD/CDS-PP) é corte certo na pensão”, fez questão de dizer. Porém, não deixou de expressar que, “como reformada”, se sente “intranquila com as medidas constantes do programa do PS, referentes à Segurança Social, apesar das melhorias que foram sendo feitas desde a apresentação do modelo macroeconómico”, afirmou no primeiro de dois dias da convenção nacional do PS, que decorre em Lisboa.

Para a dirigente do PS, “ainda que a utilização da TSU fosse eficaz como instrumento para aumentar o rendimento disponível, a sua escolha, para além de desaconselhada, seria abusiva”.

“Continuo a encontrar mais contras do que prós. A maior parte das pessoas que conheço não entende o alcance da proposta, duvida dos seus resultados e vê nela uma ameaça para o futuro da Segurança Social”, afirmou.

A socialista defendeu ainda que “o Estado é depositário daqueles recursos, mas não é deles proprietário”.

/Lusa