Mário Cruz / Lusa

O Grupo Galilei, a empresa que detinha o BPN, arrisca-se a fechar portas e se isso se confirmar vai deixar uma dívida de 150 milhões de euros para o Estado pagar.

A Galilei sucedeu à antiga Sociedade Lusa de Negócios que detinha o BPN antes da nacionalização do Banco e ficou com algumas das dívidas da empresa extinta.

O maior credor do grupo é o Estado português que ficou com os activos tóxicos do BPN através da empresa pública Parvalorem.

A Galileu terá para com a holding estatal uma dívida de 1.400 milhões de euros, dinheiro que os administradores da Parvalorem não contariam receber na sua maior parte.

A Antena 1 nota que a empresa pública “contaria ainda recuperar 150 milhões de euros, o que parece agora muito improvável”, perante o eventual cenário de liquidação da Galileu que estará em cima da mesa.

Caso o grupo venha de facto a fechar definitivamente, o rombo fica para as contas do Estado.

A Galilei apresentou, a 21 de Agosto deste ano, um pedido de Plano Especial de Revitalização (PER) no Tribunal de Lisboa e está sob administração judicial desde o dia 1 de Setembro.

Uma medida que visava implantar um plano de reestruturação e negociar o pagamento faseado das dívidas com os credores.

Mas com prejuízos de 1,17 milhões de euros em 2013 e de 947,29 mil euros em 2014, capitais próprios de apenas 41,4 mil euros no final do ano transacto e capitais sociais em desvalorização, a Galilei arrisca-se mesmo a fechar portas.

ZAP