O Anonymous iniciou esta segunda-feira uma acção com o objectivo de revelar a identidade dos membros do grupo racista norte-americano Ku Klux Klan, informou o grupo hacktivista numa série de posts publicados no Twitter.

No âmbito da Operação KKK, o grupo lançou já os primeiros ataques prévios, tendo sido derrubados alguns dos sites ligados ao grupo extremista de supremacia branca Ku Klux Klan.

Os ataques ocorrem antes da revelação de nomes de membros do grupo, que o Anonymous se prepara para fazer na próxima quinta-feira.

A acção está também a ser chamada de Hoods Off (barretes fora), em referência aos capuzes utilizados pelos membros do KKK nos seus encontros.

Espera-se que cerca de 1.000 proeminentes membros do KKK, que terá entre 5 e 8 mil membros, sejam desmascarados pelos Anonymous.

Há a expectativa de que entre eles se encontrem os nomes de políticos, personalidades públicas e agentes policiais.

“Depois de ter observado muitos de vocês de perto durante muito tempo, estamos confiantes de que aplicar transparência nas vossas células organizacionais é o único curso de acção correto, justo e apropriado”, escreveu o Anonymous na última terça-feira.

Alguns dos ataques preliminares estão no entanto a ser realizados por grupos que dizem não estar ligados ao Anonymous.

Entre estes encontra-se o Amped Attacks, grupo hacker que se posiciona contra discursos de ódio e que afirma ter derrubado o site oficial da Westboro Basptist Church — um grupo religioso conhecido pelo discurso homofóbico e anti-semita.

O grupo alega também ter conseguido acesso a bases de dados de uma série de sites do KKK, alguns dos quais continham inscrições com endereços de e-mails de políticos norte-americanos.

Estas alegações não foram ainda, no entanto, confirmadas.

A “Operação KKK” teve início o ano passado, quando a justiça norte-americana ilibou Darren Wilson, o agente da polícia de Ferguson, Missouri, que matou Michael Brown, um jovem negro que se encontrava desarmado.

Espírito Livre