André Ventura / Facebook

André Ventura, candidato PSD/CDS à Câmara de Loures (dir)

A segurança é o ponto forte do candidato do PSD à Câmara de Loures. E depois das críticas contra a comunidade cigana, André Ventura promete agora, criar um “exército de protecção” para a cidade.

Em entrevista ao jornal Sol, André Ventura destaca que se não conseguir que o Governo apetreche a Polícia de Segurança Pública de modo a que possa actuar em Loures com mais efectivos, vai transformar a Polícia Municipal num “exército de protecção”.

“Se o Governo insistir em não dar à PSP meios para que Loures seja um concelho mais seguro”, André Ventura diz que não lhe restará mais nenhuma hipótese que não seja a de “criar um exército”.

“A polícia municipal terá que ser um exército de protecção”, diz o candidato, que a semana passada esteve envolvido em controvérsia depois de ter dito que os ciganos têm que “interiorizar o manual do Estado de Direito”, realçando que vivem “acima da lei” e com um sentimento de “impunidade”.

Estas declarações levaram o CDS a retirar-lhe o apoio, enquanto o PSD manteve o apoio político ao candidato.

André Ventura “vai ser derrotadíssimo”

Esta decisão dos sociais-democratas é criticada pelo bloquista Francisco Louçã que, no seu habitual espaço de comentário na SIC Notícias, considerou que o partido pode vir a ser prejudicado.

“A utilização da discriminação social, do ataque a comunidades ou de ódios latentes como um argumento político é um caminho perigosíssimo“, salientou Louçã, que está certo de que André Ventura “vai ser derrotadíssimo em Loures”, considera que “não tem nenhuma hipótese” e que até vai “criar um problema político” ao PSD.

Para o ex-líder do Bloco de Esquerda, o PCP perfila-se para ganhar novamente a autarquia e “tinha apoio negociado com o PSD”, sendo “muito mais difícil fazer um acordo com André Ventura”, conclui.

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