André Ventura, o polémico candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures, confessa-se “um defensor acérrimo da prisão perpétua” e diz que “o trabalho em prol da sociedade deve ser uma obrigação dos presos”.
Ideias defendidas pelo candidato, em declarações ao jornal i, após já ter causado revolta pelo que disse sobre a etnia cigana
. O diário confrontou André Ventura com algumas das opiniões que tem manifestado, nomeadamente numa coluna regular num jornal.Um dos tópicos abordados pelo candidato a Loures foi o sistema prisional português. “Temos de deixar cair o mito de que todos [os presos] são ressocializáveis”, começa por notar André Ventura, realçando que é “um defensor acérrimo da prisão perpétua periodicamente revista”.
“Muitos dos terroristas que estão presos voltariam a atacar se fossem colocados em liberdade hoje, assim como muitos pedófilos ou violadores”, justifica.
Ventura também diz que “o trabalho em prol da sociedade deve ser uma obrigação dos presos”. “Devem trabalhar em prol da comunidade que agrediram e cujos valores fundamentais colocaram em causa”, acrescenta, sublinhando que é uma forma de “integração social” porque “o trabalho promove disciplina, interacção e consciência social”, e também “uma compensação à sociedade” pelos crimes cometidos.
Neste campo, o candidato sustenta que os incendiários condenados “podiam e deviam ser obrigados a limpar as matas e ajudar à reflorestação das áreas ardidas”.
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Devem ser educados a que todos temos de dar um contributo à sociedade, devemos ser úteis na sociedade, prestando um serviço (limpeza das florestas e caminhos, limpeza dos rios, separação de lixo, etc.), para tal poder-se-ia utilizar um sistema de pulseira eletrónica cujo alcance não lhes permitisse fugir daquela zona (caso contrário lavam um choque elétrico que os ponha inconscientes).