O Grupo Independentista Assembleia Nacional Andaluza anunciou que irá avançar com uma declaração de independência virtual esta segunda-feira.

A Assembleia Nacional Andaluza, grupo independentista liderado pelo poeta, dramaturgo e pintor Pedro Ignacio Altamirano, defende uma Europa de povos, mais do que uma Europa de Estados e fronteiras.

É por esta razão que a ANA vai avançar, já esta segunda-feira, com uma declaração de independência virtual, cuja data já havia sido revelada.

“Dia 4 de Dezembro vamos criar uma espécie de governo da República – virtual – para que os andaluzes possam observar como se governa a Andaluzia a partir da Junta de Andaluzia e de Madrid e como se poderia governar a Andaluzia a partir de um governo de uma República”, explicou Pedro Altamirano à TSF.

A intenção consiste em formar um governo virtual, com ministros, delegados e um presidente da república de forma a mostrar aos habitantes da região como funcionaria uma república independente – caso esta fosse real.

Apesar de ser um projeto meramente simbólico, Pedro Altamirano defende a independência da Andaluzia. “Consideramos que uma reforma da Constituição de 1978 não é suficiente para garantir a governação da Andaluzia. É necessário romper com o atual modelo de Estado e conseguir a independência“, explicou à TVI24.

A 4 de dezembro de 1977 ocorreu uma grande manifestação nas ruas da Andaluzia, em que um milhão e meio de pessoas protestaram a autonomia da região

. A data do anúncio da declaração de independência virtual não foi, assim, escolhida por acaso.

(dr)

Após a crise da Catalunha, este assunto mereceu as atenções da comunicação social. Sobre este assunto, Altamirano afirma que se a Catalunha se tornar independente, haverá “uma verdadeira cascata de nações que atualmente fazem parte da Espanha a querer a independência”. E Andaluzia será uma delas.

Mas, mais do que defender a independência da região, Altamirano defende “a visão romântica de que a Europa é feita de povos, unidos pela cultura e pelas tradições, deixando os Estados, limitados pelo modelo de fronteiras, de lado.

Assim, a independência da Andaluzia iria basear-se na constituição de uma república de Estados-províncias, designada de Países Andaluzes. Portugal não iria ficar de fora: o território inclui o Alentejo e o Algarve.

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