José Sena Goulão / Lusa
A ex-eurodeputada socialista, Ana Gomes
A ex-eurodeputada, que se encontra na corrida à Belém, tomou vacina da gripe trazida por uma amiga de França, pois diz-se “farta” de esperar. Neste sentido, o Infarmed confirma que este tipo de ação é proibida. Já Ana Gomes diz que não sabia e que a tomou numa farmácia.
Ana Gomes admitiu ontem no Twitter que, depois de três meses em lista de espera, se cansou de pela sua dose da vacina contra a gripe e por isso resolveu ela própria o problema.
“Acabei de tomar, trazida por uma amiga de França”, revelou a candidata à presidência da República na sua conta do Twitter. O ato, porém, viola as regras da utilização de medicamentos em Portugal.
A Infarmed, a entidade que regula o mercado do medicamento, explicou ao Observador que trazer medicamentos do estrangeiro para uso pessoal é proibido. Para além disso, é também arriscado para a saúde de quem os usa.
A importação de medicamentos para uso próprio pelos utentes não é legal e acarreta riscos para a saúde dos consumidores. Os consumidores só podem adquirir medicamentos nas farmácias e nos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM)”, explica o regulador.
Ao Observador, o Infarmed detalha ainda que “no caso das pessoas que se desloquem para Portugal e que tragam medicamentos para uso próprio, estes devem fazer-se acompanhar de cópia das receitas médicas ou uma declaração do médico que descreva os medicamentos que habitualmente utiliza”.
Ana Gomes referiu ao jornal que não sabia que o ato era ilegal, e por isso achou que não estava a fazer nada de mal.
“Não tenho conhecimento, ninguém me disse que era ilegal”, afirma. A candidata a Presidente da República sublinha que a vacina trazida de França foi administrada numa farmácia, como se uma das que estão disponíveis em Portugal se tratasse. Nessa farmácia, garante, disseram-lhe que “normalmente” só administravam vacinas “de lá”, mas como não tinham vacinas e Ana Gomes tinha aquela, “registaram tudo” e “deram a vacina”.
A candidata a Belém garante que “não levantaram nenhum problema”. Assegura ainda que a vacina esteve sempre guardada no congelador e que estava “integral” quando a levou à farmácia.
Acrescenta ainda que este ato foi uma consequência do tempo de espera pela vacina. “Eu não só me inscrevi, em setembro, como fui a várias farmácias perguntar e disseram-me que não havia vacina, já fui a duas ou três farmácias e disseram-me isso”, diz ainda.
Depois de ter partilhado a experiência no Twitter, a candidata às presidenciais de 2021 tem sido fortemente criticada.
A uma dessas críticas, Ana Gomes respondeu, garantindo que não arranjou “nenhum esquema” e que só aceitou a oferta da amiga, que “tinha trazido vacina para familiar em alto risco, que entretanto a tinha conseguido tomar”.
Ao utilizador que a criticou, a ex-eurodeputada sugere que vá “desanuviar”, “por exemplo contemplando o Bugio”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
O facto de alegar não saber que é ilegal, ao fim de uma vida a mamar como eurodeputada, só demonstra bem o que para lá fazem estes recos. É passear e comer à grande, à conta do cidadão europeu...