João Relvas / Lusa

O ex-primeiro-ministro, José Sócrates (D), cumprimenta o seu advogado, João Araújo, à chegada à casa

José Sócrates terá “instruído” amigos seus a comprarem exemplares do livro que publicou, em 2013, num total de 170 mil euros, dinheiro que seria de Carlos Santos Silva.

A tese é defendida pelo Ministério Público, conforme reporta a SIC Notícias, frisando que os investigadores da Operação Marquês suspeitam que o livro foi “comprado por atacado, em diversos pontos do país, por amigos do ex-primeiro-ministro, a seu pedido”.

Este dado é relevante para a investigação porque o Ministério Público também acredita que os tais 170 mil euros gastos na compra de exemplares do livro saíram das contas de Carlos Santos Silva.

No centro da investigação está a teoria de que o dinheiro de algumas contas bancárias de Carlos Santos Silva é, na verdade, de José Sócrates.

Entretanto, o Correio da Manhã avança que José Sócrates gastou, em 2012, quando estava em Paris, mais de 344 mil euros.

Um dado que ganha importância perante o facto de o ex-primeiro-ministro não ter declarado quaisquer rendimentos nesse ano, conforme aponta o mesmo jornal.

As contas da publicação concluem que Sócrates gastou, em média, mais de 28 mil euros por mês na capital francesa.

ZAP