José Cartaxo / Flickr

José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal

Na semana em que José Sócrates e Carlos Santos Silva foram detidos, um milhão de euros em notas terão sido encontrados num cofre do amigo do ex-PM pela investigação liderada pelo procurador Rosário Teixeira.

De acordo com o jornal i, o cofre de Santos Silva na agência bancária do Barclays, no centro de Lisboa, foi alvo de buscas por uma equipa de procuradores do Ministério Público (MP), agentes da Autoridade Tributária e o juiz de instrução Carlos Alexandre.

Na altura, o MP e o juiz de instrução já tinham dado ordens para que as contas bancárias em nome de Carlos Santos Silva ficassem congeladas. No entanto, novos indícios sobre o alegado testa-de-ferro de Sócrates foram confirmados na agência do Barclays, onde o empresário tinha uma conta em seu nome, aberta há anos, mas também tinha alugado um cofre, no qual guardava um milhão de euros em dinheiro vivo, que se suspeita pertencerem ao ex-primeiro ministro.

O juiz Carlos Alexandre ordenou o congelamento do montante, depositando-o na conta de Santos Silva na agência em questão, uma quantia que poderá reverter para o Estado caso se prove que teve origem ilícita.

Também estão sob investigação outros depósitos em dinheiro vivo pertencentes a Carlos Santos Silva, amigo de infância de José Sócrates e ex-administrador do Grupo Lena, espalhados por mais de uma dezena de agências.

Na terça-feira da semana passada, no mesmo dia das buscas na sede da Portugal Telecom e na PricewaterhouseCoopers, o juiz Carlos Alexandre visitou uma agência do Barclays situada a 260 metros das instalações da PT, com o propósito de investigar os dados de Carlos Santos Silva que ali estariam guardados.

Santos Silva terá acumulado uma quantia de 23 milhões de euros, em contas na Suíça, que foram repatriados em 2010 para Portugal e depositados na conta do BES, igualmente sob investigação.

O Ministério Público suspeita que este dinheiro poderá pertencer ao ex-primeiro-ministro e que Santos Silva seria um testa de ferro de José Sócrates, igualmente em prisão preventiva por suspeita de crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

Os pagamentos que este recebia regularmente não eram mais do que tranches de pagamento do seu próprio dinheiro, depositado em nome de Santos Silva.

ZAP