Tiago Petinga / Lusa

O ex-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro (esq)

Uma funcionária do Hospital da Guarda foi apanhada esta sexta-feira a destruir grandes quantidades de documentos da Câmara Municipal e denunciada à Polícia Judiciária

Segundo noticia esta sexta-feira o JN, uma funcionária do Hospital da Guarda foi apanhada a destruir grandes quantidades de documentos da Câmara Municipal e denunciada à Polícia Judiciária.

A funcionária em causa é mãe da antiga secretária de Álvaro Amaro, ex-presidente da Câmara Municipal da Guarda e agora eurodeputado nas listas do PSD. Álvaro Amaro está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita de crimes, incluindo corrupção, no caso “Rota Final”, que envolve a Transdev.

Segundo adiantou também a SIC Notícias, a chefe do serviço da funcionária deu conta da eliminação massiva de papéis na trituradora, e quando se apercebeu que eram alheios à unidade de saúde reportou o caso à administração, que chamou a Polícia Judiciária ao local.

A PJ terá conseguido recuperar os restos de papel dos documentos que a funcionária estaria a destruir, que, segundo o JN, se admite possa tratar-se de contratos e troca de correspondência. A funcionária em causa ainda não foi interrogada, encontrando-se detida por suspeita de destruição de provas e obstrução à justiça

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O ex-presidente da Câmara da Guarda, que interrompeu o mandato em abril por fazer parte da lista social-democrata ao parlamento europeu, foi constituído arguido, no âmbito da operação Rota Final, por suspeitas de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder.

No centro do processo, que envolve um total de 18 Câmaras Municipais, está a Transdev, que terá contratado vários ex-autarcas para beneficiar do seu conhecimento junto das autarquias e, assim, conseguir contratos.

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