No próximo ano, entrará para o currículo escolar a nova disciplina de História, Cultura e Cidadanias, opcional para os cursos científico-humanísticos, que abordará temas como a Guerra Colonial portuguesa ou os genocídios do século XX.

A partir do próximo ano letivo, os alunos de 12.º ano vão passar a ter a opção de saberem mais sobre o “passado doloroso” do seu país e do mundo. Entrará para o currículo escolar a nova disciplina de História, Cultura e Cidadanias, opcional para os cursos científico-humanísticos, que abordará temas como a Guerra Colonial portuguesa ou os genocídios do século XX, de acordo com o jornal Público esta quarta-feira.

A nova disciplina, que foi anunciada pelo Ministério da Educação na segunda-feira, estará organizada em torno de quatro grandes temas: “Passado Doloroso”; “Consciência Patrimonial”; “História e Tempo Presente” e “A História Faz-se Com Critério”.

No âmbito do “Passado Doloroso”, o tema da Guerra Colonial portuguesa (1961-1974) será discutido. “Estamos no ponto exato para debater este assunto na sala de aula”, garantiu o presidente da Associação de Professores de História (APH), Miguel Barros, em declarações ao mesmo jornal. O docente acredita que os 50 anos que passam desde essa época são “o tempo certo” para que seja possível olhar criticamente para um facto histórico

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“O desconhecimento da realidade histórica pode conduzir à instrumentalização do passado”, frisa a Direção-Geral de Educação no documento com as aprendizagens essenciais de História, Culturas e Democracia.

No âmbito do tema “Passado Doloroso” serão tratados exemplos internacionais como a Guerra Civil Espanhola, as independências do Kosovo ou Timor-Leste ou os genocídios do século XX, como o da Arménia (1917) ou o do Bangladeche (1971), que ainda não é reconhecido como tal pelas Nações Unidas.

A disciplina pretende dar ferramentas aos alunos que lhes permita compreender o mundo em que vivem e ter uma consciência histórica para poderem assumir “uma posição informada, crítica e participativa na construção da sua identidade individual e coletiva, num quadro de referência humanista e democrática”, refere o documento disponível na DGE.

As aprendizagens essenciais desta nova disciplina foram desenvolvidas entre a Associação de Professores de História e a DGE.

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