H. L. Clyn Hughes / Wikimedia

Libertação do Campo de Concentração Nazi de Berger-Belsen, em 17 de Abril de 1945.

Documentos secretos agora divulgados pela Livraria Wiener de Londres revelam que os EUA, o Reino Unido e a União Soviética sabiam da existência dos campos de concentração nazis, mas não fizeram nada para acabar com os mesmos.

Segundo os arquivos até agora guardados na sede das Nações Unidas, os Aliados já tinham conhecimento do extermínio dos judeus em 1942, ou seja, dois anos e meio antes do que se pensava.

Os EUA, o Reino Unido e a União Soviética estavam cientes da escala do Holocausto e até tinham preparado acusações de crimes de guerra contra Adolf Hitler e os seus principais comandantes nazis. No entanto, pouco fizeram para tentar resgatar ou providenciar abrigo para os judeus que estavam em perigo, destaca o Independent

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“As grandes potências comentaram sobre o assassinato em massa de judeus dois anos e meio antes do que se supunha”, disse Dan Plesch, autor do livro Human Rights After Hitler, ao jornal britânico.

Plesch, professor do Centro de Estudos Internacionais e Diplomacia da Universidade de Londres, disse que os Aliados começaram a elaborar acusações de crimes de guerra baseadas em depoimentos de testemunhas nos campos de concentração. Entre as suas descobertas estão documentos de 1944 que acusavam Hitler de crimes de guerra.

Human Rights After Hitler

Vários países acusaram Hitler e outros líderes nazis de crimes de guerra

Os dados que constam no livro de Dan Plesch, tornado público esta terça-feira, concluem que os EUA nada terão feito por receio de ver prejudicada a sua relação económica com a Alemanha na altura.

“Alguns arquivos têm mais de 2 mil páginas, e esta é a primeira vez que estão disponíveis para qualquer pessoa no Reino Unido”, adiantou Howard Falksohn, da Biblioteca Wiener, sublinhando que poderá ser possível “reescrever capítulos cruciais da História“.

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