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Maddie McCann

Um detective privado que investigou o desaparecimento de Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu da Aldeia da Luz, no Algarve, em 2007, acredita que ela pode estar viva e em Portugal, prisioneira de alguém.

Dave Edgar, um antigo polícia britânico que agora é detective privado, investigou o desaparecimento de Madeleine McCann que aconteceu num resort turístico no Algarve, em 2007, enquanto os pais, Kate e Gerry McCann, jantavam com amigos num restaurante.

A teoria deste antigo polícia é que a menina está viva e possivelmente em cativeiro, presa por alguém, algures em Portugal.

Uma ideia que contraria aquela que é defendida por uma especialista criminal que está certa de que Maddie morreu no Algarve, por “negligência e medicação” e consequentemente, por responsabilidades dos pais.

Dave Edgar diz estar certo da inocência dos McCann, notando no jornal britânico The Mirror que olhou para “todos os factores – motivo, preparação, oportunidade” e que “não há absolutamente nada” contra o casal britânico.

“Se tivesse encontrado qualquer prova contra Kate e Gerry, tê-la-ia entregue à polícia imediatamente. Kate e Gerry não esperariam menos do que isso. Mas não encontrei nenhum vestígio de prova”, salienta o antigo polícia.

Dave Edgar investigou o desaparecimento da criança para o Fundo Find Madeleine, criado pelos próprios McCann, que portanto custeou as despesas do detective.

“Alguém sabe o que aconteceu”

“Alguém está a proteger os raptores de Madeleine McCann”, acredita Dave Edgar, conforme confidencia ao The Mirror, notando que o possível rapto pode ter tido motivações sexuais e sido perpetrado por uma potencial rede de tráfico de crianças.

“Alguém sabe o que aconteceu e é altura de aparecer”, destaca o detective, apelando ao “coração” de quem sabe alguma coisa, para “se chegar à frente” e revelar o que aconteceu.

Waerfelu / Wikimedia

Maddie McCann

Dave Edgar destaca que entregou os documentos que reuniu, durante a sua investigação de três anos, às autoridades britânicas, em 2011, e destapa alguns detalhes sobre as pistas que a polícia seguiu, na altura.

Entre os vários potenciais suspeitos investigados está Raymond Hewlett, um britânico condenado por pedofilia que vivia perto do resort, em 2007, e que morreu em 2010, vítima de cancro, na Alemanha.

Dave Edgar destaca que o perfil deste homem se enquadra na ideia de “um suspeito principal”, mas realça que não havia provas contra ele, caso contrário teria sido detido.

Outro suspeito investigado foi o português Euclides Monteiro, um toxicodependente e ex-trabalhador do resort que faleceu em 2009, num acidente de tractor. Dave Edgar alega que a polícia portuguesa ficou “convencida que tinha sido ele”.

Aquilo que é certo é que “houve uma muito estreita janela de oportunidade para fugirem com Madeleine”, considera o detective privado, considerando que acredita que foi um rapto “planeado” e feito com “algum nível de vigilância”.

“Se o motivo foi prostituição infantil relacionada com gangues, pode ter havido mais do que um envolvido”, acrescenta.

Dave Edgar também constata que “até ao momento em que um corpo seja encontrado, é uma investigação viva e há sempre esperança” de encontrar Maddie.

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