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O Presidente norte-americano Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos disse este domingo que o sistema judicial do país será o culpado “se algo correr mal”, depois da suspensão do seu veto migratório, e que as autoridades examinam “cuidadosamente” os imigrantes que continuam a chegar.

“Não posso simplesmente acreditar que um juiz tenha posto o nosso país em tanto perigo. Se algo acontecer, a culpa será sua e do sistema judicial. As pessoas estão a entrar no país. É mau!”, escreveu Donald Trump no Twitter.

“Dei ordens à Agência de Segurança Nacional [NSA] para examinar muito cuidadosamente as pessoas que chegam ao nosso país. Os tribunais estão a tornar este trabalho muito difícil”, acrescentou.

Na sexta-feira, o juiz federal James Robart bloqueou provisoriamente o veto que desde 27 de janeiro impedia temporariamente a entrada no país dos refugiados de todo o mundo e de cidadãos da Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen.

No sábado, Trump criticou diretamente o magistrado, ao designá-lo “pseudo-juiz”

e ao acusá-lo de “retirar ao país a capacidade para aplicar a lei”.

Na mensagem de hoje, Trump vai mais longe, ao sugerir que o magistrado será o culpado caso ocorra um ataque terrorista no país relacionado com o seu veto, justificado para evitar a entrada nos EUA de possíveis terroristas.

A Casa Branca já recorreu da decisão judicial, mas um tribunal de recurso de São Francisco manteve a suspensão do decreto e forneceu à administração Trump um prazo até ao meio-dia desta segunda-feira para apresentar novos documentos que sustentem a medida.

Diversos especialistas consideram muito provável que o caso termine no Supremo, atualmente dividido entre quatro juízes de tendência conservadora e outros quatro mais progressistas, e enquanto se aguarda que o Senado confirme Neil Gorsuch, o nono juiz designado por Trump.

Muitos imigrantes estão a aproveitar a suspensão do decreto de Trump para chegarem aos Estados Unidos, após o Departamento de Estado ter voltado a validar a maioria dos 60 mil vistos que tinha revogado e depois das autoridades migratórias terem prescindido de aplicar o veto.

[sc name=”assina” by=”” url=”” source=”Lusa” ]