Recuerdos de Pandora / Flickr

Um novo estudo alega que a Doença de Parkinson contribuiu fortemente para algumas das decisões erradas que Adolf Hitler tomou e que levaram à derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

Diversas investigações têm realçado que Hitler apresentaria sinais da Doença de Parkinson já em 1933. Os sintomas desta desordem neuro-degenerativa terão aumentado progressivamente até à sua morte em 1945.

Na última fase da sua vida, seria visível em Hitler um ligeiro tremor na mão esquerda, um alegado sintoma da Doença de Parkinson. Mas, além da incapacidade progressiva nos movimentos corporais, a enfermidade terá também afectado as suas funções cognitivas e a capacidade de expressar emoções, como é típico nos doentes de Parkinson.

Este novo estudo, publicado na World Neurosurgery, pressupõe que “a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial foi influenciada pela tomada de decisão questionável e arriscada de Hitler e pela sua personalidade desumana e insensível, ambas afectadas, provavelmente, pela sua condição de Parkinson”.

Os investigadores citam diversas decisões erradas de Hitler que consideram impulsivas e temerárias e, consequentemente, resultado da Doença de Parkinson

.

Eles referem, nomeadamente, o ataque feito à União Soviética, considerado precipitado, a posterior recusa em retirar as tropas alemãs de Estalinegrado, não considerando as numerosas baixas, e a forma inadequada como não promoveu a defesa das praias da Normandia em 1944.

A mesma pesquisa aponta que o “temperamento volátil” de Hitler terá também sido agravado pela Doença de Parkinson que terá, igualmente, vincado a sua incapacidade de sentir empatia ou remorsos.

O estudo cita ainda “a sua desordem paranóica marcada por intensas crenças anti-semitas”, frisando que “influenciou a forma como tratou os Judeus e outras pessoas não-alemãs”.

SV, ZAP