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Ex-Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim

O ex-presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, foi constituído arguido no âmbito da investigação conhecida como “Cuba Livre”, por causa da alegada ocultação da dívida pública do arquipélago.

O presidente da comarca da Madeira, Paulo Barreto, confirma à TSF que o antigo número 2 do Governo Regional, João Cunha e Silva, também é arguido no âmbito do mesmo processo.

Ambos vão ser ouvidos a 20 de Abril, estando “sujeitos a termo de identidade e residência” e sendo “suspeitos dos crimes de prevaricação, abuso de poder e violação das normas de execução orçamental“, revela a Sábado.

O processo “Cuba Livre” tinha sido arquivado sem que Alberto João Jardim ou João Cunha e Silva tivessem sido apontados como suspeitos no decurso da investigação.

O inquérito foi, contudo, reaberto após os líderes do extinto PND, Baltasar Aguiar e Gil Canha, e do presidente da Câmara de Santa Cruz, Filipe Sousa, terem solicitado a abertura de instrução, apresentando os nomes dos dois ex-governantes como suspeitos.

“Pelo facto de Alberto João Jardim e João Cunha e Silva constarem do requerimento de instrução, têm o direito de serem constituídos arguidos para que, mesmo antes de serem ouvidos pela primeira vez, possam gozar de uma série de direitos processuais“, explica Paulo Barreto, segundo transcreve a TSF.

“Mas o facto de serem agora arguidos não significa que já haja uma avaliação do tribunal”, diz ainda o juiz.

Na lista inicial de arguidos do processo, havia já diversos nomes do anterior Governo Regional da Madeira, nomeadamente Amélia Gonçalves (directora do Gabinete de Gestão e Controlo Orçamental), Dulce Veloz (directora dos Serviços do Orçamento e Conta), Ricardo Rodrigues (director regional do Orçamento) e Luís Santos Costa (secretário regional do Equipamento Social) e Ventura Garcês (secretário regional do Plano e Finanças).

A Sábado nota ainda que entre as testemunhas arroladas no caso estão figuras como Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças do governo PSD/CDS, Teixeira dos Santos, que foi ministro de José Sócrates, e Miguel Albuquerque, o actual presidente do Governo Regional da Madeira.

O “Cuba Livre” investiga alegadas irregularidades na elaboração e execução do Orçamento madeirense, estimando-se que a dívida oculta se situe nos 1.100 milhões de euros.

ZAP