Entre 2008 e 2017, o Estado gastou 16,7 mil milhões de euros com ajudas à banca, afirma Vítor Caldeira, presidente do Tribunal de Contas – e a fatura dos apoios à banca “ainda não está fechada”.
O Estado gastou com ajudas ao setor financeiro 16,7 mil milhões de euros entre 2008 e 2017 mas ainda há responsabilidades cujos “encargos ainda não são quantificáveis”, admite Vítor Caldeira, presidente do Tribunal de Contas (TdC) ao Jornal de Negócios. Segundo Caldeira, a fatura “ainda não está fechada”.
Além dos encargos já identificados, nomeadamente com o Novo Banco/BES e o BPN, o Tribunal de Contas aponta que há um conjunto de responsabilidades cujos encargos não são ainda quantificáveis.
“Tem sobretudo que ver com o facto de haver casos como o Novo Banco/BES, do BPN também, mas sobretudo do BES. Quando dizemos que não está fechada é porque ainda há garantias prestadas pelo Estado que estão associadas, de forma direta ou indireta, a alguns destes grupos ou empresas ou entidades ligadas a estes grupos. O Fundo de Resolução ainda tem de operar sobretudo para o caso do BES”, explica Vítor Caldeira.
Questionado sobre os resultados da auditoria à Caixa Geral de Depósitos
, o líder do TdC disse desconhecer o documento.“O que li foram as notícias. Esse tipo de notícias preocupa qualquer cidadão ou deveria preocupar. Eu sempre disse que era importante que houvesse responsabilidade e que a responsabilidade se traduzisse em ações concretas. Julgo que é importante, por um lado, que a própria CGD tome as medidas necessárias e se houver lugar a efetivação de responsabilidades que as autoridades competentes o possam fazer”, afirma, citado pelo jornal Expresso.
Ainda na mesma entrevista, o economista afasta o cenário de uma nova intervenção externa, mas deixa um alerta: “há nuvens no horizonte”.
“Em 2018 ainda não conhecemos os resultados finais, mas o desempenho da economia e das contas públicas é positivo. Há uma evolução positiva. Estes riscos que salientamos no parecer sugerem, é verdade, que a dívida pública diminuiu, em percentagem do PIB, mas diria que há nuvens no horizonte. Não podemos ignorar esses riscos”, diz.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Portugal não é uma república das bananas como muitos afirmam. É um país do regabofe institucionalizado onde se roubam os pobres para injectarem estes milhares de milhões na banca falida, nos banqueiros do regime, nos salários escandalosos dos gestores públicos, em viagens sumptuosas com comitivas de dezenas de gente encostada ao regime... Quando é que se vai parar com esta anormalidade que não se encaixa num Estado de Direito e muito menos numa democracia a sério?