No final de fevereiro, o Governo abriu um concurso para contratar guardas-florestais para todo o país. Grávidas e seropositivos eram à partida considerados “não aptos” para as 200 novas vagas.
As restrições causaram desde logo polémica e esta sexta-feira, segundo noticia a Rádio Renascença, o Ministério da Administração Interna anunciou que vai abrir mais dez dias de concurso, desta vez, com a possibilidade de estas pessoas serem incluídas.
À RR, fonte do gabinete de Eduardo Cabrita esclarece que este procedimento concursal seguiu os critérios que costumam ser usados no recrutamento para as Forças Armadas e para as Forças de Segurança, razão pela qual o ministro entendeu pedir ainda ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República que aprecie a sua legalidade.
Contudo, e olhando para o Aviso n.º 3055/2019 que define a abertura de procedimento concursal para o ingresso na carreira e categoria de guarda-florestal da GNR, a lista de impedimentos continua a ser extensa – e até caricata.
Segundo o aviso, o candidato fica de fora se sofrer de hepatite, cancro ou tumores benignos, psoríase ou fístulas nos órgãos genitais femininos, entre muitas outras doenças. Pessoas carecas e gagas ficam igualmente excluídas.
Hemorroidas volumosas, cáries não tratadas em mais de quatro dentes, cicatrizes, alterações da pigmentação e tatuagens em áreas do corpo visíveis são também motivo para exclusão. Mas a lista não se fica por aqui: rinite alérgica e acne resistente ao tratamento (e que causa má aparência) colocam o candidato igualmente de fora.
Segundo o documento, observa o Expresso, após a verificação dos requisitos de admissão, os candidatos têm de passar por uma prova de conhecimentos, provas físicas e psicológicas, bem como um exame médico. No entanto, o aviso inclui um anexo, uma “tabela de inaptidão para o exame médico”. Ou seja, o candidato não está apto para o exame, não o faz, logo não pode ser escolhido para guarda-florestal.
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Mas é para ser guarda florestal ou para astronauta?!