O abraço entre dois corpos petrificados, conhecidos como “As Duas Donzelas”, é uma imagem icónica da destruição trágica de Pompeia, cidade que, em 79 d.C., foi arrasada pelas cinzas depois de uma erupção do Vesúvio.

Tal como sugere o nome pelo qual ficaram conhecidos, os arqueólogos inicialmente assumiram que os corpos eram de mulheres. Porém, novas investigações indicam que, na verdade, se tratam de dois homens.

“Pompeia nunca deixa de nos surpreender”, afirmou Massimo Osanna, diretor-geral do famoso local arqueológico, situado perto de Nápoles, ao The Telegraph. “Sempre pensámos que se tratava de um abraço entre duas mulheres mas a tomografia computorizada e a análise de ADN revelaram que são homens”, explica.

O facto de serem dois homens levanta a hipótese de os dois serem homossexuais mas, tal como declara o responsável ao jornal, isso será sempre uma coisa difícil de saber. “Não podemos dizer com certeza que os dois eram amantes. Considerando a posição em que estavam, podemos levantar essa hipótese mas é difícil dizer”.

Os testes científicos realizados aos dentes e restos dos esqueletos revelaram que um deles teria 18 anos e o outro provavelmente seria um homem com 20 anos ou mais.

Apesar de ser impossível determinar o elo de ligação que os unia, os investigadores sabem dizer com certeza que não eram pai e filho ou irmãos. Fica então em aberto a hipótese de poderem ser parentes mais distantes, amigos ou até mesmo amantes.

“Estamos a falar de hipóteses que nunca vamos conseguir confirmar”, diz o professor Stefano Vanacore, responsável pela equipa de investigadores de Pompeia, ao jornal.

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