Homem de Gouveia / Lusa

O Governo madeirense quer que o novo aeroporto do arquipélago seja apelidado de Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo. O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas teve dúvidas sobre a legitimidade deste executivo para atribuir o nome.

O Público noticiou, esta quarta-feira, que o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas “levantou dúvidas sobre a legitimidade do governo madeirense para atribuir o nome do futebolista” natural da Madeira ao aeroporto da ilha.

Segundo o jornal, o ministro Pedro Marques terá “pedido mesmo um parecer à Aeroportos de Portugal (ANA)” por causa deste assunto.

Em julho do ano passado, no decorrer da inauguração do primeiro hotel Pestana/CR7 no Funchal, Miguel Albuquerque anunciou que seria atribuído o nome do jogador ao aeroporto da Madeira.

Entretanto, numa nota divulgada pela presidência, o executivo salientou que esta era uma forma de “reconhecimento” a Cristiano Ronaldo, nascido na Madeira, tendo “o maior orgulho em atribuir o seu nome ao Aeroporto da Madeira, propriedade da Região”.

A nota concluiu que “a região fará essa justa homenagem no dia 29 de março, o dia seguinte ao do jogo da seleção nacional”, considerando que é “uma feliz oportunidade.”

Em declarações à Lusa, o governante madeirense considerou uma “falta de educação” e uma “deselegância” colocar em causa a competência da região para alterar o nome do aeroporto.

“O aeroporto é propriedade da Região Autónoma da Madeira. Foi deliberado, e bem, pelo Governo da Região autónoma da Madeira homenagear um grande madeirense, um grande atleta e o capitão da Seleção Nacional”, disse o governante insular aos jornalistas.

“Acho isso uma falta de educação e uma deselegância colocar isso em causa“, sustentou, salientando que se trata de associar ao aeroporto internacional da Madeira “o nome de um grande madeirense e de um grande português”.

Miguel Albuquerque declarou ainda que “a região não entra” nestas “polémicas”.

Confrontado com a situação de poderem estar a ser colocadas em causa “as competências do governo regional” nesta matéria, respondeu: “Isso era o que falta. Nós pagamos o aeroporto. O aeroporto é propriedade da Região Autónoma da Madeira e eu vou pedir autorização a quem?”, questionou.

Na opinião de Miguel Albuquerque, toda esta questão “não tem nem pés nem cabeça”.

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