José Sena Goulão / Lusa

Pedro Delille e João Araújo, advogados de José Sócrates, durante um encontro com a imprensa

Os advogados de José Sócrates disseram hoje que a detençao do administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, no âmbito da ‘Operação Marquês’, faz parte de um “espectáculo encenado” pelo Ministério Público para manter detido o ex-primeiro-ministro.

João Araújo e Pedro Delile fizeram esta sexta-feira à noite, em Lisboa, uma conferência de imprensa para reafirmar que não existe qualquer ligação entre as detenções de José Sócrates e de Joaquim Barroca.

Os advogados sublinharam que se cumpriram esta sexta-feira cinco meses da detenção

do político socialista, na véspera do Dia da Liberdade.

Pedro Delille lamentou o “clima de aceitação que se ache normal” que a José Sócrates, enquanto arguido, não lhe tenha sido feita a dedução de acusação e os seus fundamentos.

Para os advogados, a detenção do administrador do Grupo Lena “é uma cortina de fumo que esconde mal, definitivamente mal, o insucesso da investigação”.

Joaquim Barroca foi detido esta quarta-feira à noite, depois de buscas realizadas à sede do grupo, em Quinta da Sardinha, no concelho de Leiria, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, Joaquim Barroca foi detido no âmbito da Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Nas buscas participaram o procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos Alexandre.

Joaquim Barroca Rodrigues é um dos administradores do Grupo Lena e um dos principais accionistas, filho do fundador da empresa.

ZAP / Lusa