Greta Thunberg tem apenas 16 anos, mas começa a afirmar-se como uma das vozes mais influentes do mundo na luta pelo ambiente. A jovem sueca participou, recentemente, no Fórum de Davos e deu uma lição aos líderes mundiais que mereceu os aplausos de Bono Vox.

Diagnosticada com Síndrome de Asperger, uma doença do espectro do autismo que afecta a capacidade de comunicação e de relacionamento, Greta Thunberg não parece encaixar neste perfil. Ela está habituada a falar sem papas na língua em grandes palcos mediáticos, em prol de políticas ambientais que ajudem a salvar o nosso planeta.

Na Suécia, tem criticado os responsáveis políticos por não respeitarem o Acordo de Paris para reduzir a emissão de gases poluentes. E já brilhou na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Polónia, e no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, com discursos poderosos.

Aos 16 anos, Greta Thunberg está certa de que os lideres mundiais não estão a fazer o que deviam para salvar a Terra das alterações climáticas. E foi isso que foi dizer na cara de alguns responsáveis presentes no Fórum de Davos, culpando-os por nada fazerem perante uma crise ambiental que nos pode roubar o futuro.

Diante de presidentes e executivos de grandes empresas mundiais, bem como de celebridades da música e do cinema como Will Smith e Bono Vox, a jovem sueca fez um discurso arrasador que arrancou aplausos do vocalista dos U2.

“Algumas pessoas dizem que a crise climática é algo que nós criámos, mas não é verdade, porque se todos são culpados, ninguém é culpado. E alguém é culpado. Algumas pessoas, algumas empresas, alguns decisores em particular, sabem exactamente que valores preciosos têm sacrificado para continuarem a fazer quantidades inimagináveis de dinheiro. E penso que muitos de vocês aqui, hoje, pertencem a esse grupo de pessoas”, atirou a desafiante Greta perante uma audiência de figuras poderosas.

Antes, Greta já tinha criticado o facto de muitos dos presentes na cimeira se terem deslocado para Davos em jactos privados para “discutir alterações ambientais”. Ela deixou de andar de avião e fez questão de se deslocar da Suécia até à Suíça de comboio, para proteger o ambiente.

Em Agosto de 2018, lançou um movimento de greve às aulas que começou a ser imitado em vários países do mundo por outros jovens da chamada “Geração Z”. Greta começou a faltar às aulas todas as sextas-feiras, manifestando-se, nomeadamente, junto ao Parlamento sueco, para alertar os políticos do país para o problema do clima.

Este movimento intitulado “Skolstrejk för klimatet” [“Greve da escola pelo clima” na tradução para Português] gerou uma onda de protestos por todo o mundo de estudantes que fazem greve às aulas para protestarem contra a inacção dos Governos perante o dilema das alterações climáticas.

O mundo precisa de agir “como se a casa estivesse a arder”, porque “a casa está mesmo a arder”, alerta Greta do alto dos seus sábios 16 anos.

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