Alessandro Di Marco / EPA
Cristiano Ronaldo estreia-se a marcar pela Juventus
Foi divulgado o alegado acordo assinado entre Cristiano Ronaldo e Kathryn Mayorga, para que esta não denunciasse o futebolista por violação.
O documento surge numa altura em que se noticia que a polícia perdeu provas do caso e quando foi publicado um vídeo que mostra Ronaldo e a norte-americana a dançarem, antes de o avançado a ter supostamente violado.
O caso de violação que envolve Cristiano Ronaldo continua a fazer notícia por todo o mundo e agora, a revista alemã Der Spiegel divulgou o documento que atesta o alegado acordo assinado entre o avançado da Juventus e Kathryn Mayorga, a norte-americana que o acusa.
Assinado a 12 de Janeiro de 2010, ou seja, cerca de sete meses depois da suposta violação, num quarto de hotel de Las Vegas, neste acordo de confidencialidade, Ronaldo compromete-se a pagar 375 mil dólares à actual professora em troca do seu silêncio.
O documento identifica Kathryn Mayorga como “senhora P” e Ronaldo como “senhor D” e salienta que a primeira “deve retirar quaisquer acusações criminais” contra o segundo, atestando ainda que “as partes concordam numa não-depreciação mútua” entre elas.
Além disso, o documento frisa que a “senhora P” deverá comprovar que “destruiu ou eliminou permanentemente qualquer acordo e outros materiais electrónicos ou escritos, gerados ou recebidos, como resultado dos alegados eventos, excepto para revelar a provedores de cuidados de saúde” informações sobre a sua “condição e lesões”, mas “sem nunca divulgar a identidade do senhor D”.
O texto também refere que as partes concordam que a “senhora P” escreverá uma carta ao “senhor D” que, “como condição para o acordo”, lhe deve ser lida pelo seu advogado de então, Osório de Castro.
O advogado de Kathryn Mayorga, Leslie Stovall, alega que essa carta não foi lida a Ronaldo, o que constitui um dos argumentos apresentados para a quebra do acordo de confidencialidade assinado.
Advogado quer ouvir antigas namoradas de Ronaldo
Leslie Stovall revelou, entretanto, numa conferência de imprensa citada pela Der Spiegel, que a polícia de Las Vegas perdeu provas do caso de violação, designadamente as cuecas e o vestido que Kathryn Mayorga usava na noite da alegada violação e que teriam sido anexadas ao processo judicial.
Entretanto, Stovall refere que está à procura de uma mulher que em 2005, também acusou Ronaldo de violação, quando este ainda jogava no Manchester United, em Inglaterra. Esse processo foi arquivado por falta de provas.
O advogado de Kathryn Mayorga garantiu igualmente, que vai apresentar novos dados importantes sobre o caso, durante esta semana.
Stovall frisou que, como parte do processo de defesa, a sua equipa pretende falar com antigas namoradas do futebolista, nomeadamente a modelo russa Irina Shayk e a actriz britânica Gemma Atkinson, além das socialites Kim Kardashian e Paris Hilton, que terão tido casos amorosos com Ronaldo.
Estas inquirições a antigas namoradas podem ser importantes para apurar a “conduta” de Ronaldo, para ajudar a “construir uma imagem” do seu “comportamento”, explica Stovall.
O advogado também admite que a investigação ao caso pode vir a ter a intervenção do FBI e de polícias ingleses e portugueses.
Para alimentar as discussões do caso nas redes sociais, onde as opiniões se dividem quanto à culpa de Ronaldo, foi divulgado um vídeo que mostra o futebolista a dançar com Kathryn Mayorga num clube nocturno de Las Vegas, na noite da alegada violação.
Violação é crime - um crime hediondo - e deve ser punida.
O que tenho a dizer sobre casos destes, e incluo todos os #MeToo - é que se aconteceu, é crime, mas é-o logo na altura; não se aceita ficar calada ou outros tipos de acordo - para reabrir o caso (muitos) anos mais tarde.
Todas as vítimas de weinstein (que deve ser condenado por aquilo que efectivament fez) tiveram a própria carreira, algumas, bem milionária. Porque não denunciaram imediatamente? Teriam evitado que outras mulheres fossem vítimas! Mas se calhar teriam ficado csem carreira pelo escandalo que originaria. Agora que a fama e o dinheiro estão consolifados, é fácil, é vingança.
Ripito, é culpado, deve ser punido, mas que o denuncia só o faz depois de ter "contabilizado" as vantagens... e isso é igualmente condenável, se não penalmente, é-o moralmente.
E neste caso, parece óbvio que o problema é que se esgotaram os 375000 dólares - há que esgravetar mais uns cobres...