José Coelho / Lusa
O primeiro-ministro, António Costa e o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, admitiu, em entrevista ao Dinheiro Vivo, acabar com as limitações à lotação dos transportes públicos.
Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, admitiu acabar com as restrições à lotação dos transportes públicos, sustentando essa possibilidade com estudos internacionais e o exemplo de outras capitais europeias onde não existem limitações.
Pedro Nuno Santou reiterou que não existe uma relação entre o uso de transportes públicos e os surtos de covid-19 que têm acontecido no país, algo que Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito no início do mês. “Não estou a dizer que não existe risco no transporte público, mas estudos internacionais vão mostrando que não é esse o problema”, disse.
O ministro recordou que Lisboa é das poucas capitais da Europa com restrições na lotação dos transportes e que, se a situação não for alterada, pode causar “problemas sérios de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa”.
O ministro justificou ainda a eventual decisão com a linha de Sintra, que é impossível de controlar ou de impor limites em hora de ponta. “Sabemos que é difícil controlar a lotação num comboio de Sintra que leva, por exemplo, duas mil pessoas, que tem vinte e tal portas, quatro plataformas na estação… Não conseguimos controlar.
É impossível”, disse.O Governo considera que o mais importante é que todos os utilizadores de transportes públicos usem máscara e higienizem as mãos “sempre que possível mais que uma vez nos comboios”.
Pedro Nuno Santos disse ainda que, no seio dos funcionários da CP – Comboios de Portugal que trabalham nos interiores dos transportes, há poucos casos de infeção. “A CP tem dois mil trabalhadores que trabalham diariamente dento dos comboios e nós só tivemos três infetados”, disse.
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Pois bem, se já não se cumpre a 100%, vejamos o resultado desta 'política' brilhante. -- onde foram obter os resultados, OMS/WHO?
A ser, daqui a um mês após a entrada em vigor, vejamos os resultados! - espero estar errado, mesmo.