Mário Centeno reconhece existirem motivos para apreensão devido à acumulação de riscos, o que poderá fazer com que o arrefecimento da economia europeia se prolongue por mais tempo do que inicialmente previsto.
Em Davos para participar no Fórum Económico Mundial, Mário Centeno mostrou-se preocupado com o avolumar de sinais que apontam para o abrandamento da economia global e avisa que este arrefecimento económico pode prolongar-se “um pouco mais”.
O presidente do Eurogrupo alertou para a possibilidade de o abrandamento da economia europeia durar mais do que o esperado, sobretudo devido à acumulação de riscos originados ao nível político como a saída do Reino Unido da União Europeia – Brexit – ou a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.
“Pensámos que algum do abrandamento poderia ser temporário, por exemplo na indústria alemã”, afirmou, citado pelo Jornal de Negócios, o ministro português das Finanças. No entanto, este arrefecimento económico “parece que vai durar um pouco mais” do que o previsto.
A apreensão quanto ao abrandamento da economia global acentuou-se esta semana depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter revisto em baixa as estimativas para a evolução do PIB mundial, projetando que em 2019 seja registado o crescimento mais baixo em três anos.
Esta revisão é particularmente acentuada para a economia alemã, o principal motor da Zona Euro, que o FMI vê agora crescer apenas 1,3% no presente ano, menos 0,6 pontos percentuais do que anteriormente estimado.
“Temos de estar todos um pouco preocupados com estes desenvolvimentos. A maior parte dos riscos que têm vindo a ser acumulados nos últimos meses têm origem política“, acrescentou Mário Centeno.
No espaço de uma semana o ministro português das Finanças é a terceira figura do Governo a vir refrear os ânimos em relação ao comportamento da economia, depois de o primeiro-ministro António Costa ter alertado para sinais de arrefecimento exteriores.
“Temos de continuar a ter cautela suficiente para não nos pormos numa corrente de ar, apanharmos uma gripe que depois se transforma numa pneumonia,” avisou. O ministro da Economia, Siza Vieira, também reconheceu a entrada da economia portuguesa numa “nova fase do ciclo económico.”
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Acaba-se a mama do turismo de que o PS beneficiou lá voltamos ao tempo do Sócrates. Obrigado a todos quanto votam na esquerda, a culpa será vossa