Jonas Ekstromer / TT News Agency
O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven
A Suécia deixou nas mãos dos cidadãos a responsabilidade pela sua saúde e a abordagem relaxada do país em relação à pandemia de covid-19 trouxe resultados negativos.
O Governo sueco não impôs um confinamento à população e, em vez disso, apelou às pessoas para que aplicassem o distanciamento social. Ainda que tenham sido proibidos ajuntamentos com mais do que 50 pessoas, restaurantes, bares, ginásios, lojas e cabeleireiros mantiveram-se abertos.
As consequências foram inevitáveis e a mais óbvia foi o número de mortos atingido pelo novo coronavírus: segundo o Diário de Notícias, com 3.998 até este domingo, a Suécia tem mais 2.682 do que Portugal. Em número de mortos por milhão de habitantes, Portugal regista 129, a Suécia 396.
Mas não foi apenas a saúde que se ressentiu: a economia, nomeadamente o emprego, sentiram na pele os efeitos negativos da pandemia de covid-19.
Na quarta-feira, o banco central sueco manteve as previsões realizadas em abril. No primeiro cenário, o PIB poderá contrair 6,9% em 2020
, antes de voltar a crescer 4,6% em 2021. Contudo, uma previsão mais negativa prevê que o PIB poderá contrair 9,7% e a recuperação mais lenta, crescendo apenas 1,7% em 2021.No primeiro cenário, o desemprego poderá atingir 8,8% em 2020, contra os 7,2% atuais. No pior dos casos, a previsão poderá atingir 10,1%.
Imunidade de grupo
Anders Tegnell, epidemiologista chefe da Agência de Saúde Pública, continua a defender a abertura de fronteiras de outros países nórdicos por considerar que a Suécia está mais avançada na curva de infeção. “Quando chegarmos ao verão, pode acontecer que tenhamos tantas pessoas na Suécia que são imunes que poderá ser mais seguro para os suecos irem para lá [países vizinhos] do que outros”, explicou.
O epidemiologista também defende que, ao permitir que os jovens saudáveis fiquem infetados e recuperem, o país ficará mais bem protegido se ou quando uma segunda vaga ocorrer.
Na quarta-feira, Tegnell disse acreditar que uma em cada cinco pessoas em Estocolmo tenha desenvolvido anticorpos contra o vírus.
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Como a população de Portugal nao está imune, quando não morrerem suecos morrerão portugueses