Rui Rio com Paulo Rangel, PSD

Depois de uma derrota histórica, Rui Rio fez a análise das últimas eleições, numa reunião com as distritais do PSD.

Foi na terça-feira à noite, numa reunião com as distritais do PSD, que Rui Rio fez a análise daquele que foi o pior resultado do partido nas eleições europeias. Segundo fontes presentes no encontro que falaram com o Expresso, o líder não assumiu para si qualquer responsabilidade.

A análise de Rio do pior resultado da história dos sociais-democratas (21,9%) centrou-se em três motes que acabaram por ditar o descalabro das eleições de 23 de maio: a instabilidade interna no PSD, a estratégia errada do cabeça-de-lista Paulo Rangel e ainda a crise dos professores.

Instabilidade e PSD são duas palavras que conjugam sem precisarem de qualquer tipo de explicação. Quanto a Rangel, o líder do partido destaca o seu discurso violento em relação ao Governo e, em relação à crise dos docentes, Rio reconhece que as coisas não correram bem para o PSD… mas não por culpa dele.

Aliás, Rui Rio foi exímio em descartar responsabilidades, afirmando até que a sua posição foi sempre clara e coerente. Conforme escreve o semanário, o problema, segundo Rio, foi que o Governo lançou uma mentira, que foi amplamente reproduzida pela comunicação social.

O líder do PSD não o disse nestes termos, mas nas entrelinhas ficou claro que os responsáveis pelo resultado abaixo dos 22% nas Europeias foram os críticos

internos, Rangel e o jornalistas.

A instabilidade interna que o partido viver no primeiro ano da liderança de Rui Rio não deixou que a mensagem do PSD chegasse ao eleitorado. Depois disso, apesar de o PSD ter começado a subir nas sondagens, o partido voltou a distanciar-se do PS com o terramoto chamado “crise dos professores”. Depois desta tumultuosa crise, não voltou a subir nas sondagens – e nem a campanha eleitoral ajudou.

O tom da campanha de Rangel foi outro dos responsáveis. Apesar de elogiar o candidato, Rio foi severo ao afirmar que “o eleitorado mostrou que não quer” uma oposição que aposta na crítica ao Governo.

Na semana passada, Rui Rio já havia feito uma análise parecida na reunião da cúpula da sua direção. Tal como fez esta terça-feira, também perante a Comissão Permanente e a Comissão Política o líder social-democrata não apontou qualquer erro próprio, ainda que tenha admitido que possa haver ajustes a fazer na forma de comunicar com o eleitorado.

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