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Detalhe do cartaz de “END:CIV”, filme de Franklin Lopez, 2011
Um estudo patrocinado pela NASA prevê que a civilização industrial poderá entrar em colapso nas próximas décadas devido à exploração não sustentável dos recursos e à distribuição cada vez mais desequilibrada da riqueza.
A investigação, publicada na Ecological Economics e realizado com o apoio do Goddard Space Flight Center, da NASA, utilizou modelos teóricos para prever que o mundo tal como o conhecemos deverá durar, no máximo, mais um século. Se nada mudar, seremos “engolidos” por fatores como as alterações climáticas, o aumento da população, o consequente aumento da exploração dos recursos e a estratificação da sociedade em “elite” e “massas”.
Os casos de grandes rupturas civilizacionais devido a “colapsos vertiginosos – por vezes durante séculos – são muito comuns”, mesmo em civilizações avançadas e complexas, tais como o Império Romano ou os impérios Han, na China, Máuria e Gupta, na Índia, e da Mesopotâmia.
Ascensão e queda
O estudo, divulgado pelo Guardian, analisou o declínio de civilizações antigas e conclui que “o processo de ascensão e queda é um ciclo recorrente ao longo da História”, identificando cinco fatores que explicam o declínio da civilização e que podem determinar o risco atual de um colapso: população, clima, água, agricultura e energia.
Nos últimos cinco mil anos, a conjugação destes fatores levou a situações de colapso quando se verificaram os fenómenos da “exploração prolongada de recursos” de forma insustentável, influenciando o equilíbrio ecológico, e “a estratificação económica da sociedade em Elites [ricas] e Massas (ou Plebeus) [pobres]”.
O trabalho de investigação foi liderado por Safa Motesharrei, do National Socio-Environmental Synthesis Center. Em conjunto com uma equipa de cientistas das áreas naturais e sociais, o especialista em matemática aplicada criou um modelo multidisciplinar chamado “Human And Nature DYnamical” (HANDY).
Os cientistas enfatizam que “o colapso pode ser evitado e a população pode alcançar um equilíbrio se a utilização per capita dos recursos naturais for reduzida a níveis sustentáveis e se esses recursos forem distribuídos de uma forma equitativa”.
A batata quente fica, portanto, nas mãos das Elites que têm poder para “restabelecer um equilíbrio económico”.
Aline Flor, ZAP
Este estudo da Nasa vem apenas confirmar que 2 + 2 são mesmo 4. O problema é que as grandes elites não estão muito interessadas em corrigir o erro em que nos encontramos pois isso seria ceder parte do seu poder. E aqui só mesmo uma revolução nos poderá levar lá. A única forma de trazer esse equilíbrio é abandonar o modelo da globalização económica, que destruiu as economias dos paises mais frágeis levando ao empobrecimento crescente das populações, pelo modelo da Localização Concênctrica que leverá a uma distribuição mais equitativa dos recursos e da riqueza. Poderão encontrar mais informação sobre este modelo no capítulo "A Revolução que mudou Portugal e o Mundo" que se encontra para download neste endereço: http://www.caminhosdepax.pt/editora/catalogo/pedro-elias/memorias-de-um-despertar-pre-reserva/download.html