O Instituto Português do Desporto e da Juventude abriu um concurso para 630 bolsas que serão entregues a jovens entre os 18 e os 29 anos que não trabalhem nem estudem.
Os candidatos ao concurso NEET (“Neither in Employment nor in Education or Training”) têm de ter concluído a escolaridade obrigatória e, atualmente, não estarem a trabalhar ou a estudar: os chamados “nem-nem”.
Na primeira fase, cujas inscrições estão a decorrer, há 315 vagas que serão selecionadas de um máximo de mil candidaturas. Em 2018, o programa irá repetir-se com o mesmo número de vagas.
“Na primeira ação, os jovens terão 250 horas de formação na área do empreendedorismo e aprenderão a realizar um plano de negócios. Na segunda parte, esse plano para negócios de cariz económico ou social (pode ser uma associação juvenil, por exemplo) será avaliado e serão selecionados 90 para ter um apoio de 10 mil euros
para avançar”, explicou Carlos Manuel Pereira, do Conselho Diretivo do IPDJ, ao Dinheiro Vivo.“Os critérios de seleção dos projetos, no final, terão a ver com o potencial de empregabilidade, a relevância do projeto para a comunidade local e a própria sustentabilidade do projeto, sendo estes parâmetros avaliados por um júri composto por entidades externas”, adiantou.
As candidaturas fecham a 6 de março e, desde a abertura do programa, já foram selecionadas 60 candidaturas entre 501 registos no site. O instituto pretende atingir o número máximo de inscrições – 1.000 registos – de forma a preencher as 315 vagas.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no conjunto de 2016, cerca de 13,2% (301,1 mil) do total de 2,2 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos não tinham emprego nem estavam a estudar.
A par do desemprego jovem que, em 2016, se situou em 28% (menos quatro pontos percentuais face a 2015), as instituições europeias têm mostrado fortes preocupações com o elevado número de jovens “nem-nem”.
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Penso que 700,00€ é pouco verifiquem bem que existem pessoas a ir todos os dias para o trabalho sem gostarem do que fazem a ganhar menos.
Também existem reformados como é o meu caso que recebem menos e trabalharam e descontaram 40 a 50 anos.
Assim, não resolvemos o problema da juventude mas apenas o adiamos.