Estes dados são divulgados pelo Expresso com base nos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
Em apenas três dias, após o lançamento oficial da app, mais de 500 mil pessoas já descarregaram a StayAway Covid. Aquele semanário conta 535.978 downloads, notando que, de momento, cerca de 535 mil pessoas mantêm a app instalada.
Isto “significa que para a larga maioria das pessoas a app não é apenas uma experiência”, analisa em declarações ao Expresso o presidente dos SPMS, Luís Goes Pinheiro.
Entre os utilizadores da aplicação, apenas sete inseriram códigos de contágio com covid-19 que são fornecidos pelos médicos acreditados para o efeito.
São estes códigos que registam as pessoas infectadas com o coronavírus que despoletam as notificações para outros telemóveis que tenham a app instalada.
As notificações geradas já motivaram 18 chamadas para a linha telefónica SNS24, sendo que houve um 19º telefonema que teve origem “numa app espanhola que se chama Stayaway e que se limita a medir distâncias entre pessoas”, explica Luís Goes Pinheiro ao Expresso.
Há aqui alguma confusão de nomes e ainda uma aprendizagem a ser feita por quem instala a app.
Luís Goes Pinheiro analisa os números e considera que “são promissores”, apesar de haver ainda um leque imenso de utilizadores de telemóveis com sistemas operativos Android e iOS (os iPhones) que suportam a app que não a instalaram.
“Mesmo abaixo dos 50% já dará um contributo indiscutível”, destaca o presidente dos SPMS.
Este responsável nota que a instalação e inserção dos códigos de contágio, bem como os contactos com a linha SNS24, após receber notificações, são voluntários. Quem não o fizer, não é penalizado, assegurando-se a anonimidade dos utilizadores da app.
“Ao garantirmos o sigilo, estamos a incentivar o uso da app”, justifica.
Desenvolvida pelo INESC TEC e pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) a partir de tecnologia da Google e da Apple, a app StayAway Covid funciona através de comunicações Bluetooth, enviando notificações aos telemóveis onde esteja instalada e que tenham tido contacto durante mais de 15 minutos e a menos de 2 metros de distância, nos 14 dias anteriores, com utilizadores que tenham inserido os códigos como infectados.
Após a recepção das notificações, as pessoas devem contactar a SNS24 que pode reencaminhá-las para médicos de família ou hospitais.
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