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Testemunhas de Jeová

Mais de 400 testemunhas de Jeová foram acusadas ou condenadas na Rússia desde que o país proibiu o grupo religioso, depois de há três anos o ter classificado como uma organização “extremista”.

Desde que a proibição de culto por parte do grupo religioso entrou em vigor, em abril de 2017, imposta pelo Supremo Tribunal da Rússia, agentes da autoridade invadiram as casas de 1.166 famílias que seguem essa religião, indicaram os seus membros, citados na terça-feira pelo Moscow Times.

As autoridades abriram 175 processos criminais por “extremismo” até ao final de outubro deste ano, com 148 deles ainda em andamento, indicou o grupo. Mais da metade dos 400 fiéis ficaram detidos, entre dias e até três anos, enquanto aguardavam o julgamento.

Cerca de 310 perderam os empregos, as pensões e acesso às contas bancárias por causa do rótulo de “extremista”. Outros quatro morreram durante a investigação. Dez dos fiéis estão a cumprir penas de prisão que variam de dois a seis anos, outros dois esperam que comece a sentença de prisão de dois anos.

De acordo com o site das Testemunhas de Jeová, 64 dos seus membros estão em prisão preventiva ou em prisão domiciliar, enquanto 224 estão proibidos de realizar certas atividades ou de deixar a Rússia.

O comissário de direitos humanos do Presidente russo Vladimir Putin sugeriu que a lei de extremismo está em “conflito” com o direito constitucional do país sobre práticas religiosas.

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