Cerca de 300 pilotos da TAP – um terço do total – não concordam com a greve anunciada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) de 1 a 10 de maio. Fala-se mesmo na criação de um novo sindicato.

O Diário de Notícias descreve que cerca de 30% dos pilotos da TAP não encontram fundamento para cumprir o protesto, preocupados com os efeitos da paralisação, e querem contornar pré-aviso.

“Estamos longe da unanimidade de outros tempos”, explica ao DN uma fonte próxima do processo, adiantando que muitos estão inclinados “a deixar o SPAC”, deixando-os “mais confortáveis para não cumprir o pré-aviso de greve”.

“Já se ouve falar na hipótese de criação de um novo sindicato”, admite outra fonte, que acrescenta que “é normal em períodos de greve, especialmente quando há resistência por parte de alguns elementos, surgirem movimentos desse género”.

De acordo com o DN, em sintonia com os membros sindicalizados que “preparam movimentos de saída”, estão cerca de 300 profissionais que não são associados do SPAC

– ou porque nunca pertenceram ou porque entretanto saíram do sindicato.

O SPAC, contudo, rejeita a ideia de divisões no sindicato. “São cisões imaginárias dos que acreditam erradamente que é possível fraturar os pilotos. Sempre que há conflitos, esse tema é aflorado. Não vale a pena especular sobre cenários que não existem”, explica Manuel Santos Cardoso, presidente do sindicato, ao jornal.

A discussão sobre os serviços mínimos para estes dias começa na próxima segunda-feira.

ZAP