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Mais de um terço dos funcionários públicos – cerca de 249 mil trabalhadores – não vão ter qualquer aumento até pelo menos 2018.
O Diário de Notícias sublinha a realidade dos trabalhadores que ganham menos de 1.500 euros, e que por isso tinham escapado aos cortes — mas também acabarão por manter nos próximos anos a remuneração que ganhavam em 2010.
O governo já avançou este ano com a devolução de 20% dos salários da função pública que tinham sofrido cortes, uma reposição que espera-se estar completa em 2020. O DN consultou os cálculos do economista Eugénio Rosa para explicar que, em média, cada trabalhador passou a ganhar mais 17 euros por mês na sua remuneração-base.
No entanto, ao longo dos próximos dois anos, 37,9% dos trabalhadores do Estado e das autarquias – os 249 mil funcionários públicos que ganham menos de 1.500 euros – irão manter o salário que tinham em 2010.
Isto porque a única medida da coligação PSD-CDS em relação às remunerações dos trabalhadores da função pública, proposta no Programa de Estabilidade, é a reversão dos cortes salariais, deixando de lado a progressão daqueles que, apesar de não terem sofrido cortes, auferem remunerações mais baixas.
ZAP
Tb não é em recuperação da intervenção de credores e com inflacção nula que se esperaria aumentos! Tal faria disparar (o consumo interno) as importações. Já bem bastará a reposição gradual dos salários do funcionalismo público!