Hugo Delgado / Lusa

O ex-ministro da Administração Interna, Miguel Macedo

O antigo ministro da Administração Interna estará agora sob suspeita de ter favorecido um ex-sócio no concurso para a operação e manutenção dos helicópteros do Estado.

Este concurso, o maior do género feito em Portugal, envolvia um negócio de 196 milhões de euros e terá ficado sob suspeita enquanto decorria a investigação do processo dos vistos Gold, avança o Correio da Manhã esta quinta-feira.

De acordo com informações apuradas pelo jornal, as autoridades detetaram que Miguel Macedo passou informação sobre o concurso, meses antes de ser tornado público, a Jaime Couto Alves, empresário e ex-sócio do governante.

Na altura em que se começou a falar deste caso, o Ministério Público não quis especificar qual era o concurso público em causa.

Mas de acordo com o documento entregue no gabinete da presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dizia-se que Miguel Macedo tinha disponibilizado ao empresário “documentação de natureza concursal pública internacional (caderno de encargos) numa fase prévia à sua publicitação”.

Na origem das suspeitas está ainda a Everjets, empresa que ganhou parte do respetivo concurso –  manutenção de três helicópteros Kamov e 25 ligeiros num total de 90 milhões de euros – mas que nunca levantou o caderno de encargos

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A investigação está assim a tentar perceber se esta empresa tem alguma relação com o ex-sócio do antigo ministro da Administração Interna.

Além disso, o CM ainda sabe que este concurso para a operação e manutenção dos helicópteros do Estado foi melhorado por Macedo, uma vez que a hora de voo de cada Kamov passou a ser paga a 5925 euros, contra os 5333 euros anteriores.

Tanto o ex-ministro como Jaime Couto Alves são arguidos no mesmo processo batizado de Operação Labirinto, estando o ex-ministro sujeito a termo de identidade e residência.

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