Ethan Lindenberger fez 18 anos e decidiu desafiar os pais. Agora que atingiu a maioridade, o jovem decidiu ser vacinado a quase tudo.
A mãe de Ethan, Jill Wheeler, é anti-vacinas. Segundo o jovem, a mãe foi influenciada por desinformação online, nomeadamente um estudo que alegou que certas vacinas estavam relacionadas com o autismo. Esta teoria de que as vacinas causam danos cerebrais acabou por ser desmentida.
No entanto, estudos e ideias como esta espalharam-se como se fossem um incêndio, de tal forma que o Centro para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano tentou combatê-las arduamente, publicando artigos explicativos com informação adicional, com o título “As vacinas não causam autismo“.
A irmã mais velha de Ethan é vacinada e o seu irmão mais velho é parcialmente imunizado. Só Ethan foge à regra, uma vez que nasceu depois de a mãe ter descoberto que ela tinha o direito de escolher se os filhos podiam ou não ser vacinados. Assim, a norte-americana optou por não vacinar os seus cinco filhos menores, Ethan incluído.
“Só Deus sabe como ainda estou vivo“, escreveu o jovem no Reddit, em novembro. Na publicação, Ethan pede ajuda para descobrir como se pode vacinar, e recebeu mais de mil respostas. A sua publicação junta-se a tantas outras de jovens como ele que procuram na Internet informações sobre vacinação, mesmo contra a vontade dos pais.
Segundo o NPR, Ethan ouviu durante a sua vida inteira que as vacinas eram prejudiciais à saúde, com perigosos efeitos secundários – um discurso difundido pela sua mãe.
Para o jovem, era normal não se ser vacinado. Mas na escola, percebeu que todos os seus amigos tinham sido vacinados, assistiu a vários debates anti-vacinação e, lentamente, começou a questionar o que a sua mãe lhe dissera
a vida toda. Foi assim que decidiu fazer uma pesquisa.“Quando comecei a investigar, ficou muito claro que havia muitas mais evidências em defesa das vacinas, do que a favor da anti-vacinação”, disse.
Depois de pesquisar o suficiente, Ethan decidiu confrontar a mãe com um artigo do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA com provas científicas de como as vacinas não causam autismo. “A resposta dela foi simples: ‘é isso que eles querem que tu penses’.”
“Eu fiquei chocado pelo facto de a minha mãe descartar a maior organização de saúde de todo o mundo a favor de uma espécie de declaração de teoria da conspiração”, confessou o jovem. Apesar dos múltiplos esforços, Ethan não conseguiu mudar a opinião da mãe, mas a sua sim: foi nesse momento que decidiu que iria ser vacinado.
Recentemente, Ethan recebeu a primeira dose de vacinação para a hepatite A, hepatite B, gripe e HPV (Papiloma Vírus Humano). “A minha mãe encarou a minha decisão como um ato de rebelião e não como um passo para o meu bem-estar e saúde”, contou o rapaz.
Numa entrevista recente para a revista Undark, Jill Wheeler disse que a decisão de Ethan de ser vacinado foi um insulto. “Uma bofetada na cara”, afirmou. No entanto, como Ethan é agora legalmente adulto, a mãe nada pode fazer para o impedir.
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Aceitava a opinião dela se fosse fundamentada por dados científicos!
Agora, não vacinar apenas porque cede às teorias da conspiração... Por amor de um qualquer Deus!
Santa estupidez...