António Cotrim / Lusa

As propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2020 atingiram um número recorde. O PCP ultrapassou as três centenas.

De acordo com o Diário de Notícias, o Orçamento do Estado para 2020 conta com 1296 propostas de alteração, um valor recorde que bate em três centenas o número atingido no ano passado.

No último ano, os partidos tinham apresentado 991 propostas de alteração, ainda que só tenham sido aprovadas cerca de 24% (234 propostas).

A maior fatia cabe aos comunistas, que apresentaram 308 medidas, seguidos pelo PAN (234), Bloco de Esquerda (204), PSD (135, parte delas apresentadas pelos deputados do PSD-Madeira), Chega (99), PS (84), PEV (67) e Iniciativa Liberal (também 67), Livre (52) e CDS (46).

Esta segunda-feira ficaram conhecidas as principais alterações avançadas pelos dois maiores partidos, PS e PSD. Os socialistas não têm a maioria no Parlamento, mas há algumas medidas que, com o apoio da esquerda, já são uma certeza

– é o caso das pensões.

Existe ainda a descida do IVA da eletricidade que, apesar de haver diferente moldes para a mesma medida, é comum a quase toda a oposição.

Esta segunda-feira, a poucas horas do fim do prazo da entrega das propostas de alteração, o ministro das Finanças, Mário Centeno, deixou um aviso aos partidos: o Orçamento do Estado não é uma “casa de apostas” onde se pode pedir mais despesa e menos receita.

A discussão segue agora na especialidade.

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