José Goulão / Wikimedia

O ex-Presidente da República, Mário Soares

Mais de treze mil pessoas assinaram uma petição com vista a impedir que seja dado o nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo. A petição foi admitida, todos os partidos aceitaram e aguarda agendamento em plenário.

A petiçãoImpedir o nome Mário Soares no Aeroporto de Montijo” deu entrada na Assembleia da República em março deste ano e em outubro foi admitida. Agora, aguarda agendamento em plenário, conforme divulga o Expresso

, apesar de ter sido dada como apta pela comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

No centro da polémica está o objeto – um aeroporto que ainda não existe – e a linguagem utilizada no texto da petição que acusa Mário Soares de ter prejudicado “mais de um milhão de portugueses”.

Os redatores da petição dirigem-se ainda ao ex-Presidente como “fulano”, citando depois o significado da infopédia, que descreve o substantivo como a “pessoa cujo nome não se conhece ou não se quer mencionar”.

No texto, os autores da petição e os mais de 13 mil subscritores dirigem-se ao Presidente da Assembleia da República e aos deputados para pedir que o “nome do novo Aeroporto” considere “os verdadeiros heróis da Revolução como o General Jaime Neves ou o Capitão Salgueiro Maia que tanto foram votados ao esquecimento”.

13.486 pessoas pedem então que “a Assembleia da República não escolha nenhum nome fraturante da identidade portuguesa devendo ficar colocado de parte o nome de Mário Soares para esse aeroporto ou qualquer obra de grande envergadura”.

E rematam com um pedido: “Haja respeito pelos mais de 1 milhão de portugueses que foram mais que prejudicados por esse fulano“, referindo-se a Mário Soares.

Segundo o Expresso, a petição está a ser vista como “insultuosa e provocatória” e Vítor Ramalho, socialista e amigo pessoal de Mário Soares, insurge-se e alerta para eventual inconstitucionalidade.

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