Um dos maiores dilemas da história da música é a obra inacabada de Ludwig van Beethoven (1770-1827), a “10ª sinfonia”, com muitos músicos a esforçar-se para finalizá-la, utilizando alguns dos fragmentos disponíveis, mas sem sucesso.

Desta vez, porém, a tecnologia entrará em ação e um algoritmo de inteligência artificial terá a dura missão de completá-la. A Deutsche Telekom, uma das maiores empresas de telecomunicações da Alemanha, teve essa ideia.

Desde meados de 2019, uma equipa internacional de músicos, compositores e programadores treina o software para compor os trechos que faltam, sempre tendo como meta manter o estilo e espírito do músico alemão. Para isso, utilizaram esboços e anotações de Beethoven e tentaram traduzir isso para o programa de Inteligência Artificial (IA).

A estreia da sinfonia finalizada será feita no ano que vem pela orquestra Beethoven Orchester, de Bonn, cidade onde nasceu o músico. O resultado, porém, ainda é um mistério e poucas pessoas sabem como será, uma vez que a imprevisibilidade do algoritmo é o que pode tornar a tarefa bem sucedida.

O algoritmo é imprevisível, surpreende-nos todos os dias”, explicou Mattias Röder, diretor do Instituto Karajan e coordenador do projeto da 10ª sinfonia, ao semanário alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung. “É como uma criança a explorar o mundo de Beethoven”, acrescentou.

A Huawei já fez algo semelhante este ano, ao investir num processo parecido para recuperar a famosa sinfonia nº8 de Franz Schubert, que também estava inacabada. O resultado foi apresentado em fevereiro, em Londres.

Beethoven é considerado um dos pilares da música ocidental, pelo desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. Em 2020, completaria 250 anos.

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